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Dinheiro, a próxima preocupação da CDB

Como encarregado da presidência da Convenção, Brasil terá de arregaçar as mangas para levantar recursos e garantir a implementação das decisões

Aldem Boursheit / 17horas e 40 minutos

         (Pinhais, PR, 31/03/2006) – Como encarregado da presidência da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) , o Brasil deverá arregaçar as mangas para garantir a implementação do que foi definido na COP8 (8ª Conferência de Países-membros da Convenção), em Pinhais (PR). Entre os maiores desafios, está o de fazer com que países desenvolvidos mantenham os depósitos no Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, do inglês Global Environment Facility). A ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, deve reforçar esse ponto em seu discurso de encerramento da COP8, esta noite.

          O GEF é considerado a principal fonte de recursos da CDB. O fundo foi criado em 1991 e distribui dinheiro via Banco Mundial para projetos que reduzam as mudanças climáticas, a poluição, o desmatamento e as perdas de biodiversidade em cerca de 140 países. O GEF já investiu US$ 5 bilhões nas convenções de meio ambiente, mudanças climáticas e combate à desertificação e ajudou a angariar outros US$ 16 bilhões. Só para a CDB foram US$ 2 bilhões, com outros U$ 4,4 bilhões alavancados.

         Os Estados Unidos avaliam cortar pela metade os recursos que depositam nos cofres do GEF. Entre 2002 e 2006, foram US$ 450 milhões de contribuição, mas este valor pode se reduzir para US$ 224 milhões até 2010, justamente o período definido pelas Nações Unidas para o cumprimento de uma série de metas como redução da pobreza e melhorar o acesso à água. Além dos Estados Unidos, Japão e países europeus são os maiores contribuintes do
fundo.

         Esta semana, o presidente do GEF, Leonard Good, distribuiu uma carta na COP8 onde afirmava estar “um pouco desapontado com o fato de que um dos maiores doadores (do fundo) possa reduzir seus depósitos. Isso é preocupante e espero que mude. Se não, espero que outros doadores elevem suas contribuições”.

         Na Rio’ 92, os países ricos se comprometeram a destinar 0,7% de seus PIBs como “ajuda ao desenvolvimento” e proteção ambiental em nações pobres. No entanto, essa meta não estaria sendo cumprida desde a cúpula realizada há quatorze anos, pelo contrário, teria caído para 0,2%, em média.

Serviço
Confira fotos da MOP3 e da COP8 em ftp://ftp.imk.com.br/cop8
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